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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tecnologia 2D no Teatro Alberto Maranhão.

Para não perder espaço para o recém-inaugurado Teatro Riachuelo no Midway Mall, o governo do estado e os administradores do Teatro Alberto Maranhão importaram a mais recente tecnologia. O governo anunciou nesta quarta-feira terem dado um passo à frente na exibição de peças de teatro com a aplicação prática da tecnologia dos hologramas em 2D desenvolvida por cientistas canadenses.
As imagens em duas dimensões agora podem ser produzidas por meio de um sofisticado sistema de lasers adjuntos que criam imagens planas quase em tempo real.
Com essa tecnologia, o Teatro Alberto Maranhão terá a oportunidade de resgatar o seu público no mundo do entretenimento, e deverá ser o maior beneficiado com a utilização do 2D em peças teatrais e até espetáculos de grande porte.
A montagem do espetáculo “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, é a primeira a se aproveitar dos recursos 2D.
“A plateia será capaz de se envolver com o teatro como nunca se envolveu”, explica o produtor da peça Guilherme Vasconcelos de Araújo. “Com a experiência da imagem plana, a angústia de se esperar Godot será multiplicada. O 2D é a melhor forma de recriar essa metáfora da existência humana”, explica
Para assistir a peça em duas dimensões, o espectador deve utilizar óculos especiais que pesam cerca de 900 gramas.
Para Araújo, a novidade justifica o elevado valor dos ingressos. “Em vez de custar 40 reais, uma peça de teatro 2D terá o preço de 200 reais. Pode parecer caro, mas garanto que vale cada centavo”, conta.
O produtor da peça antecipou que espera trazer também ao Natal as grandes montagens internacionais do gênero.
Araújo promete para o segundo semestre a produção do novo espetáculo itinerante do Cirque du Soleil. Batizada de “Flatinum – The 2D Experience”, a nova turnê do grupo já passou por Barcelona e Paris, onde chegou a provocar náuseas na platéia com suas imagens abusadamente planas.

Barrelas.

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