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terça-feira, 13 de julho de 2010

Festival Mormaço 2010 - EU FUI!

Fui à segunda noite do Festival Mormaço neste sábado 10/07. Apresentaram-se:
  • Drive Out;
  • Clara e a noite;
  • Lunares;
  • Bon Vivant (PE)
  • Orquestra Guitarristica Camarones
  • Móveis Coloniais de Acajú

ai meu ovo!

No início da apresentação do Drive Out cheguei a pensar que seria um som diferente pois no palco estava um sintetizador korg usado por várias bandas da década de 70, daí a idéia que os caras fariam um "puta" som. Me decepcionei, pois o som é de "filho da puta" e não um "puta" som. Um barulho tremendo, não dava pra entender nada, o som do contra-baixo era inaudível, a voz incompreensível e o baterista devia pensar que era o último show dele pelo seu desespero em bater com todas as suas forças no pratos e tambores da batera.


A segunda apresentação da noite foi de Clara e a noite (sem redundância). Sabe aqueles momentos em que você pede para que acabem logo, essa apresentação foi um desses momentos. Afetadíssima, cantava jogando seus lindos pezínhos para trás (parecia que estava apertada para ir ao banheiro), foi um tremendo "desprazer" conhecer essa senhorita e suas versões de Come Together e "Esse tal de Rock'n Roll", que para mim foi o ápice da "gralhice" (essa palavra não existe, mas é sinônimo de voz de gralha...). Por pouco essa Clara não virava cantora de forró, talvez ela fosse mais humilde, pois existem cantoras de forró que devem ser melhores que ela.


Depois da apresentação de Clara a "Importância em Pessoa", entrou no palco a Banda Lunares (bem que poderiam estar na Lua...) Mas enfim, após o vocalista Rodrigo ter 38 plugues e cabos enroscados e ligados ao seu corpo iniciou-se o show de seu quase cover do U2. Show que teve ápice em uma música desconhecida por mim, mas conhecida da multidão de adolescentes presentes no local, mas nada que me fizesse procurar algo mais na rede. Durante a apresentação ele soltou aquela de "faz tempo que a gente não ensaia", o cara deve pensar que está fazendo um mega-show e diz isso para impressionar os que acreditaram na frase, despertando, pelo menos na cabeça dele os pensamentos de "pô, eles são foda! Nem ensaiam e fazem um show desses...".


O melhor do festival foi a banda Pernambucana Bon Vivant. Entraram humildes e fizeram um som muito legal, hora parecido com o Los Hermanos, mas agradou geral. Algumas das suas músicas foram cantadas pelo público presente, afinal não é a primeira vez que se apresentam em Natal, deles eu comprei o cd por R$ 5,00 vendido ali mesmo.


Logo em seguida entra a Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo numa versão Dark Side, era a baixista da Orquestra Guitarristica Camarones. A banda é apenas instrumental, o vocal são pequenas frases sem nexo durante as músicas. A banda tem uma baixista, uma guitarrista, um emo com perna de siri na outra guitarra, um baterista (o melhor da noite) e um cara no notebook fingindo que está tocando e curtindo muito o som. A banda é performática, a baixista tem um problema no pescoço e passa o show todo balançando a cabeleira (tapuru e piolho para todo lado...). O som é pesado, mas não mais que o cara do notebook.

Não fiquei para a exposição dos Móveis Coloniais de Acajú, pois tinha chegado muito cedo e para variar não começou na hora. Já cansado de ficar em pé fui embora.

Desse festival eu tiro a seguinte lição:

- NUNCA MAIS OUÇO, NEM SEM QUERER CLARA E A NOITE.

2 comentários:

Lisandra disse...

ahaha

na foto do Bon Vivant o segundo cara, da esquerda pra direita, tá querendo muito ser o Rodrigo Amarante, mas eu também achei a banda despretensiosa e legal.

GB disse...

Rapaz, quando foi isso? Me diga por que caso eu volte no tempo, nao aparecer por lá.