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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

João Câmara - 1986, eu estava lá... digo aqui...


A UFRN ainda não mediu a intensidade do terremoto que voltou a assustar João Câmara e muitos municípios do Rio Grande do Norte.

Na internet, fala-se em 5.5 graus na escala Richter. Caso tivesse sido, muitos estragos teriam acontecido. E mais. Muitas vezes, a intensidade vale muito menos do que a duração do tremor.
Um abalo em grau elevado, mas muito rápido, pode ser menos traumático do que um abalo menor, em tempo maior. Para entender melhor, comparando com situações anteriores, publico o texto de Messias Araújo, da Rádio Líder FM, de João Câmara:

O CASO DE JOÃO CÂMARA
A seqüência de tremores que atingiu o município de João Câmara, em 1986, foi a mais estudada atividade sísmica já observada no Brasil. O primeiro evento, sentido pelos moradores e por parte da população de Natal, foi registrado em Brasília, em 21/08/86, e alcançou magnitude 4.3. No mês seguinte (3 e 5/09/86), dois tremores com magnitudes 4.3 e 4.4, também sentidos, provocaram pequenos danos e foram acompanhados por várias outros.
Nas semanas posteriores, a sismicidade decresceu, mas no dia 30/11/86, às 5h19min48s (hora local), aconteceu o principal tremor de toda a série, com magnitude 5.1. Ele foi seguido por centenas de réplicas, quatro delas com magnitude maior ou igual a 4.0 .
Danos significativos ocorreram tanto na área urbana como na rural, fazendo com que grande parte da população abandonasse a cidade. Ações da Secretaria de Defesa Civil, além de entidades estaduais e federais, ajudaram a minimizar os problemas dos habitantes locais. Os sismos destruíram ou danificaram 4.000 casas e 500 delas foram reconstruídas adotando certas normas anti-sísmicas, desenvolvidas pelo Batalhão de Engenharia do Exército.
Os grupos de sismologia da UnB, da USP e da UFRN redobraram esforços para documentar, estudar e até mesmo orientar as autoridades diante da constância dos abalos sísmicos. O presidente da República e vários outros ministros visitaram a área atingida.
João Câmara é um exemplo de que o Brasil não está imune aos terremotos. Eventualmente, atividades similares poderão ocorrer em outras cidades brasileiras. De acordo com o sismólogo da UFRN, Anderson Faria do Nascimento, o abalo ocorreu devido a acomodação da placa tectônica da América do Sul, que está sempre em movimento, mas na maior parte das vezes não é sentida pela população.
O abalo de 5,3 graus na Escala Richter ocorrido em 1986, em João Câmara, foi o maior registrado no Nordeste do país até agora, e o 3º maior do país.

2 comentários:

Fernanda disse...

Minha mãe está apavorada!
Ela ficou traumatizada com os tremores de 1986.
Na época morávamos no bairro das Quintas. As portas do guarda-roupas batiam e a bola grande do meu irmão "dançava" entre a parede e o guarda-roupas.
Eu tinha dois anos e não lembro direito. Mas hoje me bateu um pavor quando senti e escutei o som do tremor.
Rezo para Deus não deixar nada ruim nos acontecer.

Disraelly disse...

Na hora eu tava...bem, não importa, mas confesso que só de ouvir as pessoas falarem, fiquei com medo...