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segunda-feira, 4 de maio de 2009

TIROL - 1ª Parte

Hoje estou iniciando uma nova categoria chamada 'Bairros da Cidade', onde pretendo falar das particularidades dos nossos principais bairros [claro!]. O escolhido para iniciarmos é o Bairro do Tirol, escolha essa deve-se ao fato de eu ter vivido nesse bairro em três lugares diferentes durante um período de quinze anos, que me dá propriedade para falar dos seus costumes e anseios, embora gostaria da dicas de você leitor sobre alguma situação ou lugar que o marcou no bairro. A idéia é falar da história, dos lugares interessantes, dos pontos turísticos e também dos problemas.
Vou começar com um pouco da história: 
Em 1901, foi criada a Cidade Nova (correspondente aos bairros de Tirol e Petrópolis) pelo intendente Joaquim Manoel Teixeira de Moura, em uma região ocupada por vivendas, quintas e granjas. Na época, a cidade achava-se comprimida entre a Ribeira e a Cidade Alta. O local abrangia terras do sítio pertencente ao suíço Jacob Graff, por volta de 1860, cujos limites iam até a Ribeira. Quando o governador Alberto Maranhão comprou ali uma casinha no Tirol para veraneio, era tão longe da cidade que se ia a cavalo.
A criação deste bairro, concluída em 1904, constitui-se na primeira forma de ordenamento urbano de Natal. Esperava-se, com isso, retirar da cidade o aspecto colonial e induzir o seu crescimento futuro. A história do bairro do Tirol também fazia parte da vida do escritor Câmara Cascudo. Ele relata que, na sua adolescência, seu pai comprara uma casa nas terras do bairro, nas primeiras décadas do século XX. Era a "Vila Amélia", região de chácaras e quintais. A propriedade situava-se onde atualmente estão trechos das avenidas Campos Sales, Rodrigues Alves e Apodi.
Em 1939, também, foi lançada a pedra fundamental da construção do quartel do 16º Regimento de Infantaria, na avenida Hermes da Fonseca, que começou a funcionar em fevereiro de 1942, numa área de 99,84 hectares. Ao lado do quartel, foi construída a vila dos sargentos, na esquina da avenida Alexandrino de Alencar, mais conhecida como Vila São José, inaugurada em janeiro de 1949, com 60 casas projetadas. Na década de 1940, estrada ligando Natal ao Aeroporto de Parnamirim (atuais Hermes da Fonseca e Senador Salgado Filho) representou um dos marcos de crescimento da cidade, pois constitui-se numa das mais importantes vias de circulação interna desta Capital.
No Tirol, encontra-se a Lagoa Manuel Felipe. Já era referida, em documentos de 1646, como um pequeno lago de onde nascia o Rio da Cruz, depois chamado de Rio do Baldo, afluente do Potengi, conforme atesta Olavo Medeiros Filho em seu livro Terra Natalense. A origem do topônimo liga-se ao proprietário das terras onde a lagoa se encontra. Atualmente, a Lagoa Manuel Felipe abriga a Cidade da Criança, espaço cultural e de lazer, destinado, preferencialmente, ao público infantil. O nome Tirol, afirmava Pedro Velho, foi apenas uma lembrança da Áustria, como era costume na época. Oficializados como bairros pela Lei n.º 251 de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, teve seus limites redefinidos na Lei nº 4.330, de 05 de abril de 1993, publicada, no Diário Oficial, em 07 de setembro de 1994. (fonte www.natal.rn.gov.br/semurb).

Na segunda parte da apresentação sobre o bairro do Tirol, colocarei algumas fotos recentes e falarei mais sobre os pontos turísticos e os não-turísticos.
Até lá!