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terça-feira, 21 de abril de 2009

MARCELO CAMELO - Vila Hall/Natal


O Ex-Los Hermanos veio a Natal apresentar o seu novo CD 'SOU' ou 'NÒS' Dependendo da posição que você pega nele[veja a foto]. Me empolguei afinal seria uma oportunidade para ouvir algumas poucas músicas boas do novo álbum e ouvir as do Los Hermanos [claro!!]. O local para mim desconhecido foi o Vila Hall [não é o vila folia], que nada mais é que uma amostra grátis do Chevrolet Hall de RÉcife e do Via Funchal em São Paulo, locais que tive o prazer de assistir Scorpions e R.E.M. respectivamente.

O fato é que eu estava muito empolgado em ver o próprio Camelo tocando algumas músicas da ex-banda a qual eu sou fã e admiro a musicalidade.


 Bem, a abertura da noite estava por conta de uma violonista chamada Rani de Morais. Era para ser tudo tranquilo, exceto pelo fato do show de Rani ultrapassar todos os limites da chatice humana, tocando seu violão, me deu a impressão que o som estava saindo de uma lata juntamente com a sua voz incompreensível. 
Tocando aquelas músicas sacais de barzinho [de 2º], era para ser um show curto de meia hora para mostrar o seu trabalho e quem estivesse disposto a ouvir e conhecer mais, que fosse atras no myspace, orkut, comunidades e afins. 
Entretanto o show passou de uma hora, isso fez com que me desse vontade de estar deitado na rede cochilando. 
Olha, eu assisti R.E.M. ano passado em São Paulo, e quem abriu o show foi o Wilson Sideral, irmão do cara do Jota Quest. O show de Wilson foram de exatos 30 minutos. Ele teve a humildade de ver que estava diante de uma das maiores bandas do mundo e fez um show curto já que ele não era a atração principal, no final todos gostaram e ele saiu agradecido. Comparo isso a apresentação da moça, Rani estava para Marcelo Camelo, assim como Wilson estava para o R.E.M.

Mas como era de se esperar, num ato auto-vangloriamento ela empurrou goela abaixo todas aquelas músicas soníferas por mais de uma hora; aquelas do tipo que o suicída ouve antes de cometer o ato extremo. Mas enfim, depois de quase dormir em pé,  ouvi-la despedir-se e soltei um "graças a Deus".

Vem a atração principal, Marcelo Camelo entra em cena com um violão, senta no banquinho e eu pensei "puts será que o show vai ser assim..." O show foi mamão com açucar, lá pela meia hora de 
show notei que faltava algo, no palco a presença dele não é excelente; no último DVD do Los Hermanos é bem nítida no palco a briga de "muganga" entre ele e Rodrigo Amarante, cada um querendo botar a perna mais alta do que o outro. É muito visivel que falta alguma coisa no som, esse lance de se transformar em MPB é coisa para quem está caindo ou com preguiça de fazer rock. 

Deu para notar, não foi só uma vez, que o Camelo estava chateado com alguma coisa, ele passou a mão no rosto como se estivesse matando mosquitos mais de uma vez, estava aperriado com alguma coisa, é bem verdade que não estava à vontade.
O que mais esperei da noite foi ouvir alguma música da ex-banda e enfim chega-se ao bis e o que acontece, ele toca a música 'Copacabana' a que mais trouxe 
animação para o público e a minha favorita do CD. Após a música a espectativa aumenta, mas o que acontece: o violão vai ao colo para tocar finalmente a música 'Além do que se vê', minha vontade se realiza, fico muito satisfeito e ainda esperando mais umas três... Mas que pena, ele nem termina a música, sai do palco e a banda encerra saindo um por um.
O que o Marcelo deixou bem claro foi: Eu não suporto Los Hermanos, se quiserem me engulam com meu MPB, Los Hermanos NEVER MORE. Uma pena, pois ele está aí por culpa dessa banda, e ainda acho que não deveria, como bom brasileiro, esquecer do seu passado. Outras como Engenheiros do Hawaii, que tiveram duzentas formações durante dez anos, continuam tocando os sucessos antigos; porque o Camelo que viu que o auge do show foi exatamente na música dos Hermanos, insiste em fazer corpo duro? Foi decepcionante.

Tem que ter cuidado para não tornar-se um Loser Mano!
  
O Show termina e após uma hora de dessarumação de palco entra em cena a banda Desventura, se dizendo passar por cover do Los Hermanos. Seria uma boa oportunidade de ouvir os garotos tocarem por que já fazia um tempo que tinha ouvido falar dessa banda. Apesar do cansaço esperamos a montagem do palco. 

O Show parecia tranquilo, até que o vocalista principal [turbinado por 02 coca-colas] começou a 'pinotar' e fazer gestos com a mão desenfreiadamente. A atração era digna de Circo de Soleil, faltaram apenas os fogos de artifício para  ilustrar mais ainda esse show, ou, então ele comer umas bananas e coçar o suvaco; seria a imitação perfeita. Em certas horas ele 'animava' a galera parecendo estar em cima de um trio elétrico, me fazendo pensar que estava no carnaval da Bahia. Sem falar que sobretonou as músicas revelando a sua falta de técnica vocal. Em certa hora quando o guitarrista fez um riff de guitarra na introdução de uma música, ele próximo da guitarra falou "olha a suingueira..."Não preciso dizer mais nada. Decepção total, JAMAIS indicarei um show dessa banda Desventura, me desculpem os músicos da banda, mas o vocalista merece um abacaxi digno de Chacrinha. Desventura, nome melhor não poderia ter.

6 comentários:

Lisandra disse...

Olhe, me dá um nojinho lembrar do cara do Desventura se contorcendo e falando na "suingueira" das músicas. Foi uma decepção.
O Los Hermanos tem músicas marcantes, diferenciadas...um cover bem feito, sem extrapolar dos limites da propria banda, seria algo muito legal. Mas o cara não quis ser cantor "cover", ele quis ser "intérprete" e dar um toque todo pessoal à apresentação. FICOU PÉSSIMO!!! Ele realmente parecia estar num trio elétrico. Não teve nada a ver. Além disso, ele se contorcia todo, parecia estar tendo um ataque epilético. Se eu achasse que ele conhecia o Ian Curtis, do Joy Division, diria que ele estava indeciso entre imitar a performance de algum puxador de trio elétrico ou a performance do vocalista do Joy Division. Em resumo: podre.
Quanto ao Marcelo Camelo, eu também não gostei muito do CD, achei muito "nhén-nhém-nhéeem", e seria injusta se dissesse que o show foi ruim, porque no fim das contas eu estava mesmo a fim era de vê-lo cantar as do Los Hermanos, então minha opinião fica meio parcial porque ele REALMENTE não está mais querendo lembrar da banda, E TUDO QUE EU QUERIA ERA QUE ELE QUISESSE!

Paulo disse...

Não lhe parece muita perda de tempo assistir ao show do cara esperando q ele toque as músicas da sua antiga banda? Principalmente em se tratando de 'show do lançamento do cd'? Achei o show interessante, principalemnte pra quem estava lá pelo trabalho solo dele. O fato dele não ter tocado as músicas dos Lh não me pareceu um 'eu não suporto', mas sim um 'os tempos são outros'... E desventura é, de fato, uma banda que faz jus ao nome.

sinestésica disse...

Bem...olá a todos.. Meu nome é Rani

queria só colocar algumas coisas em questão.

primeira: eu preferiria ter feito 30 min de show. mas queriam q eu fizesse 2h. sou compositora e acho que a oportunidade de abrir um show desse era importante. mesmo não sendo exatamente o que faço. mesmo sabendo que muitos iam talvez falar mal.... ora... se falam mal de Marcelo Camelo que tem toda aquela banda e toda a fama que tem... imagina de Rani (quem é essa doida???)

segunda: meu show não é voz e violao. a banda é composta por guitarra, baixo, bateria, percussao,violao e voz. no meu show mesmo, eu acho que não dá vontade de dormir... =)

terceira: não tenho mais nada a dizer.. espero que não fique essa má impressão.
que vc, CARLOS AUGUSTO e todos possam ter interesse, ou só por curiosidade ouvir minhas musicas.. conversar comigo se quiserem.

esse é meu msn: ranidemoraes@hotmail.com

meu myspace: www.myspace.com/ranioficial

sinestésica disse...

por favor.. aceite meu comentário!!

beijos!

ogj disse...

Duvido que o little joy toque alguma dos hermanos nos shows que fazem por aí...

112358 disse...

eles tocam sim! vai no youtube, tem lá...